ATENDIMENTO FRATERNO
Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados.
(Tiago, 5:16)
Nas casas espíritas, o atendimento fraterno é a atividade na qual duas pessoas conversam reservadamente e num espaço adequado, reservando-se àquela que sente a necessidade de ser ouvida, poder se abrir e falar abertamente da questão que a incomoda ou aflige. O interlocutar é um tarefeiro da instituição, devidamente preparado para ouvir o rela-to e que, sem fazer nenhum julgamento, analisa e pondera sobre a situação, à luz do Evangelho de Jesus e da Doutrina Espírita.
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LÁGRIMAS
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” — Jesus. (Mt, 11: 28)
Ninguém como Cristo espalhou na Terra tanta alegria e fortaleza de ânimo.
Reconhecendo isso, muitos discípulos amontoam argumentos contra a lágrima e abominam as expressões de sofrimento.
O Paraíso já estaria na Terra se ninguém tivesse razões para chorar.
Considerando assim, Jesus, que era o Mestre da confiança e do otimismo, chamava ao seu coração todos os que estivessem cansados e oprimidos sob o peso de desenganos terrestres.
Não amaldiçoou os tristes: convocou-os à consolação.
Muita gente acredita na lágrima sintoma de fraqueza espiritual. No entanto, Maria soluçou no Calvário; Pedro lastimou-se, depois da negação; Paulo mergulhou-se em pranto às portas de Damasco; os primeiros cristãos choraram nos circos de martírio... mas, ne-nhum deles derramou lágrimas sem esperança.
Prantearam e seguiram o caminho do Senhor, sofreram e anunciaram a Boa Nova da Redenção, padeceram e morreram leais na confiança suprema.
O cansaço experimentado por amor ao Cristo converte-se em fortaleza, as cadeias levadas ao seu olhar magnânimo transformam-se em laços divinos de salvação.
Caracterizam-se as lágrimas através de origens específicas. Quando nascem da dor sincera e construtiva, são filtros de redenção e vida; no entanto, se procedem do desespero, são venenos mortais.
Caminho, Verdade e Vida - lição 172 - Pelo Espírito Emmanuel e psicografia de Francisco Cândido Xavier